Originários do sudeste da Ásia,
mais precisamente de países como Tailândia, Vietnã
e Camboja, o Betta é um dos peixes ornamentais mais
populares do mundo. Inigualável em sua mistura de cores
e iridescência, foram descritos pela primeira vez em
1849 por Theodor Cantor. Os Bettas selvagens pouco se parecem
com os Bettas comercializados atualmente. Possuem a coloração
amarronzada com pontos de cores brilhantes e algumas faixas
horizontais. Através de cruzamentos selecionados originaram-se
os Bettas vermelhos, verdes, azuis com cores mais vivas, intensas
e com nadadeiras bem maiores que as originais.
Os Bettas comercializados atualmente são provenientes
de criadouros espalhados por todo mundo, sendo que a Tailândia
e o Camboja detém o poderio industrial desta criação.
No Brasil existem criadouros no Paraná, Bahia, Espirito
Santo e Rio de Janeiro, entre outros estados.
Seu habitat natural são regiões alagadiças,
de águas estagnadas, pobres em oxigênio, como
pântanos e campos de plantação de arroz.
Os Bettas são adaptados a estas regiões por
possuírem um órgão chamado labirinto,
situado atrás da cabeça e que permite ao peixe
aproveitar o ar atmosférico que ele “abocanha”
quando vem à superfície.
O Betta também retira o ar da água através
das brânquias, como faz a maioria dos peixes, porém
o processo de retirada do oxigênio diretamente do ar
atmosférico constitui sua principal forma de respiração.
Se ele for impedido de utilizar este processo, poderá
morrer “afogado”.
Para defender seu restrito território, em geral pequenas
poças de água, o Betta desenvolveu seu instinto
combativo, a ponto de também ser conhecido como “Peixe
de Briga”. Esta característica não permite
a manutenção de mais de um exemplar macho no
mesmo aquário, pois neste caso eles travam violentas
brigas que, se não houver separação,
em geral leva à morte do mais fraco. Nos países
de origem os Bettas são usados em rinhas, movimentando
grandes apostas.
Os Bettas pertencem a sub-ordem Anabantoide da qual também
fazem parte o Trichogaster e a Colisa. Sua expectativa de
vida é de 2 anos em média, porém existem
registros de Bettas vivos com mais de nove anos.
Manutenção
Geralmente os Bettas são mantidos em pequenos
aquários chamados “Beteiras”, porém
nada impede de serem postos em aquários comunitários,
desde que haja muitas plantas e esconderijos. Não costuma
brigar com peixes de outras espécies e pode até
se mostrar intimidado com a presença de outros peixes.
Pode ser mantido com várias fêmeas também.
As fêmeas possuem as nadadeiras menores e coloração
menos intensa que os machos. São pacíficas e
podem ser mantidas juntas em qualquer tipo de aquário.
A manutenção do peixe Betta é considerada
bastante simples. Quando ele é mantido em pequenos
aquários, sem equipamento de oxigenação
e filtragem, deve-se realizar trocas parciais (metade da água)
uma ou duas vezes por semana. A cada duas semanas deve-se
fazer uma limpeza geral, trocando toda a água. Utilizar
água de torneira, após o tratamento com
Labcon
Protect. O pH da água deve ser monitorado com uso
do
Labcon
Test pH Tropical, devendo ser mantido próximo do
neutro (7,0). Outro cuidado importante é, durante o
inverno, manter o aquário aquecido à temperatura
de 25 a 28 ºC. Para tanto podem ser utilizados aquecedores
de pequena potência, próprios para pequenos volumes
de água.
Para alimentação dos Bettas oferecer pequenas
quantidades diárias de
Alcon
Mini Betta ou
Alcon
Betta Mix F.D.Reprodução. O aquário
para reprodução de Bettas pode ter cerca de
30 litros, sem pedras ou decoração, apenas com
uma planta como a Cabomba. A água deve ser mantida
a 15 cm de altura e a temperatura deve estar constante em
torno de 28 ºC. É importante que o aquário
esteja coberto com uma tampa de vidro. Fêmeas adultas
de Betta, com cerca de 5 cm estarão aptas ao acasalamento
quando apresentarem o ventre bem volumoso, um ponto branco
saliente na região anal (ovopositor) e listras verticais
contrastantes com a coloração de seu corpo.
Mantenha então a fêmea dentro de um vidro (tipo
de conserva) flutuando no aquário onde o macho estará
solto, para estimulá-lo a fazer o ninho de bolhas.
Liberte então a fêmea, para acasalarem. A desova
ocorre quando o macho envolve o corpo da fêmea em um
forte abraço, para que ela libere os ovos, imediatamente
fertilizados por ele. Antes que cheguem ao fundo, os ovos
são coletados pelo macho, com a boca, e colocados no
ninho de bolhas. Após a desova total, quando o macho
começar a agredir a fêmea, esta deve ser retirada
e o macho passa a cuidar sozinho do ninho. A eclosão
deve acontecer cerca de 24 a 48 horas após a desova.
Após o quarto dia, quando os filhotes já começarem
a nadar sozinhos, deve-se retirar o macho e começar
a oxigenar a água com uma pedra porosa, já que
eles ainda não possuem o labirinto formado.
Os infusórios para alimentação inicial
dos Bettas podem ser conseguidos facilmente em culturas com
água descansada adicionada de folhas de alface maceradas
ou algumas gotas de leite ou ainda casca seca de banana. O
importante é ter várias culturas iniciadas em
dias diferentes. Evite o excesso de sol para não formar
muitas algas. Algumas colheres desta água devem ser
colocadas no aquário dos filhotes todos os dias, entre
o segundo e o décimo dia após a eclosão.
Após o sétimo dia inicie a alimentação
com Artemia recém eclodida (náuplios), até
que eles já aceitem as rações
Alcon
Mini Betta e
Alcon
Betta Mix F.D, o que deve ocorrer a partir dos 30 dias.
Com os cuidados necessários e uma boa dose de atenção
e carinho, o Betta será seu companheiro por muito tempo!