Denomina-se terrários os recintos onde
mantemos uma ampla variedade de animais, tais como: insetos,
aracnídeos, moluscos, anfíbios e répteis, etc. Na verdade,
porque terrários podem variar em diferentes aspectos, consideramos
difícil encontrar uma definição para terrário. Dauner, 1982,
tem uma definição no mínimo honesta:
"Trata-se de algo parecido com um aquário mas que não é um
aquário".
Definições à parte, os terrários devem ser construídos de
maneira que possam imitar o habitat natural das espécies,
com plantas, rochas, etc. Também podem ser simples caixas
com um vidro na frente, forradas com jornal. Em seu interior,
apenas o necessário para o conforto do animal, pondo a estética
de lado.
O modo pelo qual se confecciona um terrário está diretamente
relacionado aos fins para os quais o construímos e com o tipo
de animal que ali será mantido. Se pretendemos confeccionar
um terrário para expor animais em um zoológico, é evidente
que temos de tentar recriar em detalhes o ambiente das espécies
a serem exibidas. Se a exposição não é o caso, podemos manter
os animais em terrários sem nenhum compromisso estético, mas
sempre visando a higiene e o conforto dos eventuais habitantes.
Em um terrário devemos controlar a temperatura, umidade, iluminação
e ventilação, além dos cuidados próprios com a parte aquática,
quando esta existir. Como todos esses fatores podem sofrer
várias combinações, apresentamos aqui alguns tipos básicos
de terrários, que são apenas uma pequena mostra do universo
da terrariofilia.
Os terrários aqui descritos são destinados a animais provenientes
de regiões de clima quente, mais ou menos úmidas. Fica claro
que igualmente existem várias modalidades de terrários destinados
a animais de clima frio e temperado, pouco comuns no Brasil.
Nessa categoria podemos citar os seguintes exemplos: aquaterrário
temperado, terrário de clima seco e temperado e terrário úmido
temperado.
Tipos de Terrários