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A importância da qualidade da água
Durante a aquisição e montagem
do aquário, o cuidado em bem equipá-lo é fundamental,
para que se possa dar boas condições de vida aos seus
futuros habitantes. De todo modo, por melhores que sejam os equipamentos
usados na filtragem da água, devemos lembrar que o aquário
é um ambiente bastante restrito quando comparado a ambientes
naturais e sua capacidade de reciclagem. Portanto o monitoramento
das variáveis relacionadas à qualidade da água
é a chave do sucesso na manutenção saudável
dos peixes ornamentais.
Ao
montar um aquário, assume-se a responsabilidade não
só de alimentar os peixes, mas de propiciar condições
para que eles vivam saudavelmente. No entanto gasta-se, muitas vezes,
quantias consideráveis na aquisição do aquário
e reluta-se bastante em gastar pequenas quantias em kits de monitoramento
da qualidade da água. Esta "economia" acaba tendo
um efeito inverso, pois a queda na qualidade da água pode
levar ao estresse dos peixes e consequentes doenças, com
necessidade de tratamentos com uso de medicamentos. A reposição
futura de peixes perdidos por estes descuidos também onera
a manutenção do aquário. Um simples teste realizado
na hora certa pode prevenir desde um simples problema até
uma verdadeira catástrofe no aquário.
A importância dos cuidados para a manutenção
da água do aquário em boas condições
deve ser muito bem avaliada para que se evite, além de gastos
desnecessários, o desânimo com o hobby escolhido para
propiciar alegria e satisfação.
Que
água usar no aquário
A preocupação com a qualidade
da água começa já na hora da montagem ou troca
de água do aquário. Nesta hora é comum o aquarista
perguntar: Que água devo usar no aquário? Esta dúvida
é compreensível, pois muitas vezes tem-se ao alcance
diferentes fontes de água, cada uma delas com alguma característica
positiva. Pelo fato da água de abastecimento doméstico
ser tratada com cloro, que é uma substância tóxica
para os peixes, tende-se muitas vezes a procurar substituí-la
por outras fontes alternativas, como água de poço,
água mineral ou até água de chuva. Esta busca
por fontes alternativas é totalmente dispensável,
visto que a água da torneira costuma apresentar variáveis
como pH e dureza, em níveis bastante próximos dos
desejáveis para a aquariofilia. A presença de cloro
na água de torneira é facilmente contornável,
de forma econômica e eficiente, com aplicação
de inativadores de cloro. Já as águas de poço
ou mineral, por exemplo, costumam apresentar as mesmas variáveis
citadas, em níveis bastante distantes dos esperados para
o uso em aquários. A correção destas variáveis
torna-se muito mais trabalhosa e onerosa em comparação
à eliminação do cloro em água de torneira.
Antes de utilizar a água de torneira,
deve-se testá-la para confirmar a presença de cloro.
Para esta verificação, utiliza-se o Labcon Cloro Test,
que indica a presença ou não de cloro na água.
Caso o teste indique a presença de cloro, este pode ser eliminado
de forma fácil e eficiente com a aplicação
de Labcon Anticlor.
Para um tratamento mais eficaz e abrangente,
independente da procedência da água utilizada na montagem,
deve-se fazer uso do Labcon Protect (breve lançamento). Este
produto atua na otimização da qualidade da água
a ser habitada pelos peixes, pois, além de eliminar o cloro,
também neutraliza resíduos das tubulações,
como os metais pesados, e atua ainda como uma verdadeira capa de
proteção para os peixes. Seus componentes protegem
o corpo dos peixes de eventuais alterações na qualidade
da água e de possíveis efeitos danosos quando os peixes
são submetidos a algum estresse, como durante o transporte.
Logo após a montagem ou troca parcial
de água do aquário, é comum a água apresentar-se
turva, pela movimentação das pequenas partículas
presentes no substrato ou mesmo pelo fato da água de abastecimento
não estar chegando às residências devidamente
transparente. Neste caso deve-se aplicar Labcon Cristal, que atua
com extrema eficiência na recuperação da transparência
da água, ao aglutinar as partículas em suspensão,
o que facilita a filtragem.
Fatores que modificam a qualidade da água
Variações
físicas, químicas e biológicas
A água contida em qualquer aquário
está sujeita a uma série de variações,
que podem ser de natureza física, química ou biológica.
A principal variação física da água
de aquários é a temperatura, que deve respeitar as
faixas de preferência das espécies, normalmente compreendida
entre 25 e 28 ºC. A manutenção da temperatura
nesta faixa também colabora para a manutenção
razoável de outras variáveis, como a concentração
de oxigênio.
Muitas são as variações
químicas que acontecem na água do aquário.
Várias delas têm importância significativa na
boa manutenção do aquário e podem ser facilmente
monitoradas com os testes da linha Labcon Test, como veremos a seguir.
As principais variações químicas verificadas
no aquário são de pH e dureza da água, além
da concentração de compostos nitrogenados e de gases
como oxigênio e gás carbônico. O acompanhamento
destas variáveis relacionadas à qualidade da água
torna-se também de fundamental importância em lagos
de jardim e em aquaterrários. Estes dois ambientes costumam
apresentar acúmulo de matéria orgânica ainda
maior que em aquários e, em consequência disto, possíveis
níveis altos de compostos nitrogenados e queda nos níveis
de oxigênio e pH.
A presença de inúmeros microorganismos,
como as bactérias responsáveis pela decomposição
da matéria orgânica acumulada nos filtros, é
responsável pelas variações biológicas
ocorridas dentro do aquário. A concentração
de compostos como amônia e nitrito está diretamente
relacionada com estas variações biológicas.
Qualidade
e condições do alimento
A qualidade do alimento fornecido é
de suma importância, não só para a adequada
nutrição dos peixes, mas também na manutenção
da qualidade da água. O uso de rações de baixa
qualidade faz com que os peixes possam adoecer por desnutrição
ou pela consequente queda na qualidade da água. Isto ocorre
em função da necessidade de se tentar compensar a
baixa qualidade fornecendo ração em excesso, o que
ocasiona maior sobra de alimento. Além disso a digestão
destes alimentos de má qualidade não ocorre adequadamente,
gerando excesso de dejetos eliminados pelos peixes.
Ao manusear as rações deve-se
ter bastante cuidado, principalmente para não molhá-la,
a fim de não diminuir sua vida útil. Observe periodicamente
o aspecto e o cheiro das rações em uso no aquário
e rejeite aquela que apresentar características diferentes
das originais. É também imprescindível acompanhar
e respeitar os prazos de validade impressos nas embalagens das rações.
A Alcon oferece uma grande variedade de rações
balanceadas e alimentos desidratados criteriosamente formulados
e preparados, capazes de suprir as necessidades nutricionais do
grande número de espécies de peixes ornamentais mantidos
em aquários.
População
de peixes e plantas
O tamanho do aquário irá limitar
a quantidade e tamanho dos peixes que irão habitá-lo.
O excesso de peixes no aquário resulta em acúmulo
excessivo de matéria orgânica junto ao substrato de
fundo. Esta matéria orgânica excessiva, proveniente
dos dejetos dos peixes, gera níveis altos dos compostos nitrogenados
amônia e nitrito, substâncias tóxicas aos peixes.
Mesmo em aquários bem equilibrados,
uma quantidade exagerada de plantas também contribui para
o acúmulo excessivo de matéria orgânica, em
função da deposição de folhas e outras
partes mortas, ocasionando o mesmo problema descrito para população
excessiva de peixes.
Uso de materiais
capazes de alterar o pH da água
Durante a fase de montagem do aquário, faz-se
necessária muita atenção com a composição
dos materiais decorativos, principalmente pedras e cascalho de fundo.
Deve ser utilizado como substrato de fundo um areão de rio
com granulometria média (entre 3 e 5 mm). Deve-se evitar
materiais de formação calcária, como mármores,
pois promovem alterações significativas de pH, deixando
a água bastante alcalina. O mesmo cuidado vale para algumas
peças decorativas.
Mesmo que sejam feitas verificações
e correções periódicas do pH da água
do aquário, estes cuidados continuam valendo, pois oscilações
constantes do pH são prejudiciais aos peixes.
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